Carlos Henrique Santos nasceu em 1978, na cidade de Fortaleza, Ceará. Fascinado pela cultura pop, cresceu no meio de álbuns de figurinhas, desenhos animados, filmes de terror e quadrinhos. Com 13 anos, encontrou uma revista MAD e daí pensou: por que não tentar também?
Foi assim que começou a fazer fanzines, misturando o estilo dos quadrinhos undergrounds, como as revistas Tralha, Chiclete com Banana, Zap Comix (Robert Crumb!) e a própria MAD, com a cultura nordestina que tanto ama.
Enquanto Angeli falava de São Paulo, Guabiras passou a falar do que via em sua região. Expôs comidas, expressões, lugares e boêmias como nunca antes visto nas HQs cearenses. Guabiras, aliás, vem de Guabiru – uma ratazana nordestina – apelido que ganhou por conta da proeza de sempre desenhar rápido e sem rascunhar.
Para completar, em 1998, o Jornal O POVO ainda comprava tirinhas de autores de fora, então Guabiras foi lá tentar a sorte e acabou ganhando um espaço fixo onde se tornou cartunista, chargista, repórter e colunista underground ao longo de 20 anos.
Esse meio tempo, também inclui contribuições para a própria MAD (de 2003 a 2016), uma história em quadrinhos para o Jornal EXTRA, de Nova York (EUA), e exposições de trabalhos em diversos países, seja na forma de cartum, charge ou fanzine.
Ao todo, o cartunista já lançou mais de 60 publicações independentes, sendo agraciado com o Prêmio Angelo Agostini de Maior Cartunista do Brasil em 2016, além de participações em projetos como Tarja Preta (RJ), Escape (SP), Gibi Quântico (SP), Na Quebrada – Quadrinhos de Hip Hop e Marcatti 40.